Um diálogo que quer dizer muito mais

Na praia.

Eu e marido cansadões mas precisando deste momento areia, água, nós quatro.

Pessoa que se aproxima: Que lindos seus filhos. Ele tem quantos anos?

Eu: Eles são demais, né? Ele tem cinco e ela tem quatro.

Pessoa: Minha prima também tem um.

Eu (só de sacanagem): Um o quê? Um filho? Que bom!

Ela (sem sacar): Não. Um

Eu (atuando): Um? Ah! Um filho com síndrome de down? É isso?

Ela: Ele é o máximo! Fofo assim que nem o seu! Tranquilão, amoroso! Adora um celular e blablablablablablablabla.

Eu: Que legal! Como é o nome dele?

Ela: Ai, pera, deu branco… como é mesmo? Ai, caramba… esqueci…. pera, minha cabeça é péssima… putz…

O conceito da minha campanha pessoal é: a síndrome de down não é e não pode ser maior que a pessoa.

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