Mãe com Emoção

Este é o textinho com o qual estreei no Just Real Moms, site que respeito demais e foi uma referência super importante quando engravidei. Fiquei muito honrada quando a Renata Pires me ligou super querida dizendo que gostaria de minha participação no site. Mãe Com Emoção. Costumo dizer que este negócio de virar mãe, para mim, foi com emoção. Escrevo o “com emoção” lembrando daqueles bugueiros no Rio Grande do Norte que, antes de descer uma duna, perguntam: É com emoção ou sem emoção? E você pensa: estou de férias neste lugar lindo, quero mais é muita emoção. E dez…

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Sobre Estranhos e Suas Dúvidas

Para você, pode parecer estranho, mas acho super bacana quando algum desconhecido, na rua, pergunta abertamente se meu filho é especial ou, mais abertamente ainda, se ele tem síndrome de down. Normalmente, quem age assim, o faz com uma curiosidade saudável. Às vezes, tem algum parente próximo com a mesma questão. Outras vezes, ficou encantado ao ver um menino tão simpático, fofo e esperto com aqueles olhinhos puxados típicos da síndrome. O diálogo começa sempre da mesma forma. Com a pessoa perguntando em voz baixa. E eu entendo. Já imaginou o medo de dar um furo? Perguntar para uma mãe…

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Sobre Teorias Nada Práticas

Ah, quer saber? Cansei de ler sobre maternidade. Parece que, quando o assunto é “mães e bebês”, todo mundo tem uma teoria definitiva. O que não falta é texto cheio de verdades no facebook, nos blogs e “noscambau”. Quando engravidei, eu não sabia absolutamente nada sobre bebês. Sabe o que é nada? Então. Nunca havia trocado uma fralda. Mas sempre soube que seria uma mãe sem muita frescura. Portanto, logo me interessei pelos textos de maternidade mais alternativa. Mas rapidamente descobri que mesmo as mães que pregam uma maternidade mais desencanada sabem ser bem tensas na hora de defender suas…

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Sobre erros. Os meus.

Então, eu tenho um filho com síndrome de down (e insisto no meu pequeno protesto pessoal de nunca escrever o nome da danada com letras maiúsculas). O Mateus, o Má, está com 3 anos e 8 meses. Um mocinho já. E, durante estes 44 meses, tenho escrito, escrito, escrito, falado, falado, falado e postado pra caramba. Fiz um site, escrevi para revistas, participei de eventos, palestrei. Virei ativista. A louca da causa. Parece até que eu já sei lidar com toda esta história, né? Pois, então. Não é bem assim. Ultimamente, percebi que preciso encarar alguns preconceitinhos (Preconceitozinhos? Preconceitosinhos?) que…

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Sobre Certezas

Depois que você tem filhos, parece que você está sempre errada. E não estou falando do julgamento dos outros. Segundo este, você está de fato sempre errada. Tenho uma conhecida que até batizou a amiga de Dona Tacomfometacomsede. Eu mesma tenho amigas do tipo Senhora Tacomcalortacomfrio ou Tia Tacomcolica. Porque os outros tem sempre a absoluta certeza de que a gente está deixando de cuidar de alguma coisa. E alguma coisa muito óbvia. Como se você fosse a única mulher totalmente zerada no quesito instinto maternal. Esta tem sido a reclamação mais comum entre a maioria das minhas amigas que…

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Sobre Futuro e Bactérias

Nunca imaginei ter um filho com síndrome de down. Também nunca imaginei ter dois filhos. Aliás, imaginei muito pouco ter um filho que fosse. Mas rolou. Tudo isso aí que nunca imaginei. Junto, misturado e complicado. Quem me vê escrevendo sempre textos enormes sobre amor e aceitação pode chegar a pensar que sou mega fortona ou uma Poliana sempre saltitante, Aninha Paz e Amor, que encara tudo e nunca acusa o baque. Não foi e não é bem assim. Foi foda. E às vezes ainda é foda. Não vou nem perder meu tempo aqui contando como não mudaria uma vírgula…

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Sobre Um Ano Novo e Uma Nova Ana

Texto escrito em setembro de 2013. Outro dia, li um textinho, até bem coerente, dizendo que não devemos desnudar nossas almas nas redes sociais. Eu concordo. Mas acho que tem um montão de gente passando pelo susto que nós passamos. E, com os meus textinhos, eu só quero dizer que o bicho, às vezes, não tem 7 cabeças. São três, no máximo. Há um ano, não imaginei que estaria assim, feliz. Há um ano, eu vivia uma angústia que nunca imaginei viver. Só sabia repetir: ele é meu filho, ele é meu filho. E pensar no futuro. Sobre que profissão…

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Sobre o Tal do Flow

Tenho uma amiga querida que diz que odeia quando alguém fala que “o universo conspira”. Então, para não provocá-la, vou dizer que, às vezes, as coisas se “encaixam de maneira surpreendente”. Quando meu filho mais velho, Mateus, nasceu, decidi parar de trabalhar. Eu já imaginava que não conseguiria manter aquela rotina louca depois de virar mãe e a surpresa da síndrome de down do Mateus só veio para sacramentar a decisão. Havia muito a digerir, muito a pesquisar, muito a fazer. Quando Mateus tinha cinco meses, engravidei da Helena. Bem na época em que estava começando a sentir um comichão…

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